Cidades

Carla Coreira denuncia racismo e registra BO contra restaurante em SL

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Após caso de suspeita de racismo em um estabelecimento do centro histórico de São Luís, ocorrido na última sexta-feira (14), foi registrado um boletim de ocorrência contra o restaurante Flor de Vinagreira. Carla Belfort, mais conhecida como Carla Coreira, teria sido vítima de racismo dentro do ponto comercial, bastante frequentado por turistas.

Segundo relato da ativista cultural, enquanto ela estava na calçada conversando com amigos que estavam no restaurante, um segurança se aproximou perguntando para o cliente se Carla Coreira “não estava incomodando o grupo”. Carla disse que se sentiu constrangida a ponto de não conseguir mais permanecer no local e ir embora.

O proprietário do Flor de Vinagreira, Francisco Neto, divulgou um vídeo se posicionando. Durante um minuto de vídeo, ele negou que houve ocorrência de racismo e alegou que as atividades do restaurante são baseadas em padrões morais e éticos, respeitando a diversidade. “Possuímos profissionais capacitados. Em nenhum momento recebemos qualquer tipo de reclamação desta natureza”, defendeu-se o proprietário.

A reportagem da TV Guará entrou em contato com Carla Coreira, que aceitou conceder entrevista. Ela esclareceu estar revoltada com a situação e apontou para outros possíveis casos parecidos com o que ela vivenciou.

“Eu fiquei na calçada conversando com uns amigos meus que estavam bebendo lá esse dia. Simplesmente veio um segurança e perguntou para os meus amigos ‘doutor, tá incomodando em alguma coisa?’. Eu fiquei revoltada e não quero que isso fique assim porque eu não sou a primeira. Eu fui a primeira que abriu a boca, mas já teve (sic) várias situações lá”, assegurou Carla.

Casos recorrentes
O caso de Carla Coreira de fato não foi o primeiro. Em post divulgado no twitter no dia 30 de dezembro do ano passado, o usuário identificado apenas como Guilherme relatou uma situação de suposto racismo no estabelecimento. O tweet narra que ele foi barrado na porta por estar usando “chinela e moletom”. “Para onde você vai”, teria perguntado o segurança. Segundo Guilherme, a pergunta não foi feita para outras pessoas que estavam com o mesmo tipo de roupa que ele. Veja relato abaixo.

Contra a atitude do restaurante, um grupo de pessoas se reuniu na porta do restaurante neste domingo e, em forma de protesto, gritaram palavras de ordem: “Racistas, racistas não passarão”.

*Fonte:PortalGuará

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