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Maranhão tem novos leitos habilitados e recebe 241 ventiladores pulmonares

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O novo coronavírus continua deixando vítimas no Brasil, com uma média de 1.055 mortes por dia, apesar da estabilidade no número de casos. Uma das esperanças é a vacina produzida por um laboratório chinês, que chegou ao país nessa segunda-feira (20), para ser testada. No Maranhão, já há 106.325 notificações da Covid-19, com registro de 2.708 óbitos, segundo boletim deste domingo. Ao estado, o Ministério da Saúde (MS) habilitou mais 238 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Além disso, enviou mais 241 ventiladores pulmonares, com o objetivo de reforçar o combate e prevenção à doença.

De acordo com o Ministério da Saúde, a distribuição dos equipamentos é pactuada com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), que é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), que nasceu a partir do movimento social em prol da saúde pública. Além disso, levou em consideração a estrutura para instalação e equipes especializadas para operá-los. Do total de ventiladores pulmonares recebidos pelo Maranhão, 95 foram destinados ao estado e 146 aos municípios.

Com relação à quantidade de equipamentos enviados às unidades da federação, o Maranhão ficou em 13º lugar. Em primeiro, ficou o Rio de Janeiro, que recebeu 950 ventiladores pulmonares. Na sequência, aparecem São Paulo, com 787; Minas Gerais, com 551; Paraná, com 534; Bahia, com 415; Goiás, com 413; Pará, com 409; Rio Grande do Sul, com 400; Paraíba, com 285; Rio Grande do Norte, com 274; Ceará, com 268, e Distrito Federal, com 250.

Depois do Maranhão, vêm Amazonas, com 222; Mato Grosso, com 216; Rondônia, com 216; Pernambuco, com 195; Alagoas, com 185; Roraima, com 160; Espírito Santo, com 155; Mato Grosso do Sul, com 155; Acre, com 150; Amapá, com 125; Sergipe, com 120; Tocantins, com 115; Piauí, com 105, e Santa Catarina, com 98. “As entregas levam em conta a capacidade instalada da rede de assistência em saúde pública, principalmente nos locais onde a transmissão está se dando em maior velocidade. A aquisição destes equipamentos é de responsabilidade dos estados e municípios. Mas, diante do cenário de emergência em saúde pública por conta da pandemia do coronavírus, o Ministério da Saúde utilizou o seu poder de compra em apoio irrestrito aos gestores locais do SUS”, frisou o órgão.

Conforme o MS, a compra e distribuição têm como foco o auxílio no atendimento aos pacientes com Covid-19. O Ministério informou que a ação tem ocorrido seguindo a capacidade de produção da indústria nacional, que depende de algumas peças importadas.

Leitos habilitados

Além da distribuição dos ventiladores pulmonares, foram habilitados pelo governo federal, na semana passada, 1.297 leitos de UTI no Brasil, para o tratamento exclusivo de pacientes graves ou gravíssimos com diagnóstico de Covid-19. Para o Maranhão, houve a disposição de 238, com R$ 34 milhões em recursos, que foram repassados no ato da publicação das portarias que autorizam as habilitações dos leitos no Diário Oficial da União, de acordo com informações do Ministério da Saúde.

Em outros estados, o número de leitos habilitados foi maior, como em São Paulo, que teve 2.036; Minas Gerais, que teve 994; Rio de Janeiro, que teve 762; e Rio Grande do Sul, que teve 697. Conforme o MS, os gestores das unidades federativas e municípios contemplados recebem o valor antes mesmo da ocupação do leito. A medida tem como objetivo o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e leva atendimento para todos os lugares do país, incluindo as capitais.

“O pedido de habilitação para o custeio dos leitos Covid-19 é feito pelas secretarias estaduais ou municipais de saúde, que garantem a estrutura necessária para o funcionamento dos leitos. O Ministério da Saúde, por sua vez, realiza o repasse de recursos destinados à manutenção dos serviços por 90 dias ou enquanto houver necessidade de apoio federal devido à pandemia”, pontuou o órgão federal.

Insumos para o estado


Apesar da distribuição de ventiladores e habilitação dos leitos de UTI, não foi a primeira vez que o Maranhão recebeu ajuda do governo federal para combater a pandemia da Covid-19, por meio da entrega de equipamentos e outros materiais. Em abril deste ano, por exemplo, o estado recebeu 1.498.794 milhão de insumos, incluindo luvas para procedimentos não cirúrgicos, kit de teste rápido e avental. Dentre os materiais, a maior quantidade foi de máscaras cirúrgicas, totalizando 522.500.

Conforme o Mapa dos Insumos Estratégicos, elaborado pelo Ministério da Saúde, ao Maranhão foram destinados 24.500 aventais, 5.904 exemplares de álcool etílico, 14.400 kits de teste rápido, 506.000 luvas para procedimento não cirúrgico, 522.500 máscaras cirúrgicas, 7.000 máscaras N-95, 416.600 sapatilhas e toucas hospitalares e 1.890 óculos de proteção. Importante dizer que a máscara N-95 também é chamada de PFF2, sendo capaz de garantir proteção em dois sentidos, porque tem um filtro de ar que bloqueia pelo menos 95% das partículas em suspensão e ajuda na defesa contra doenças por transmissão aérea, como o coronavírus.

Na época, o MS disse que a intenção era garantir a proteção dos profissionais que trabalham na área da saúde, que estão na “linha de frente” no combate ao novo coronavírus, uma vez que trabalham em ambientes considerados propícios para a disseminação da Covid-19, devido à quantidade de pacientes que chegam aos hospitais.

Fonte: O Estado MA

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