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Cantora maranhense relata ter sido vítima de injúria racial durante corrida de aplicativo

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A cantora maranhense Anastacia Lia foi vítima de suposta injúria racial na madrugada desta segunda-feira (05), em São Luís. A artista teria pedido uma corrida por aplicativo após concluir uma apresentação musical em uma casa de festas na região do Cohatrac.

Da Avenida Contorno Norte com destino ao bairro Cohatrac V, a jovem de 34 anos teria dividido a corrida com um outro músico, que desceu do veículo em uma quadra próximo à residência dela. Foi então que o motorista alegou que o destino indicado através do GPS seria outro local. Ela retrucou, informando que sempre fazia o mesmo percurso e ele afirmou que não seguiria com o percurso, pedindo que a vítima descesse do carro naquele exato momento.

“Eu falei: ‘-Nossa, eu não vou descer do teu carro. Por qual motivo você quer que eu desça? Nessa rua escura, 1h da manhã, eu não vou ficar na rua aqui exposta nesse horário. Já que vocês não quer continuar com o percurso da corrida, então me leve de volta onde eu embarquei’”, alertou a vítima.

Nesse intervalo, o motorista teria dito que o carro era dele e que ele decidiria quem entraria no veículo. “Vai descer por bem ou por mal”, ele teria dito à mulher.

Lia foi empurrada por um dos amigos do motorista de aplicativo

Enquanto Lia ligava para o marido, o motorista teria feito chamadas para conhecidos dele, que também teriam dito palavras hostis contra ela. “Rapaz, que essa preta quer? Deixa ela aí”, um deles teria dito.

A artista partiu para cima para tentar se defender das ofensas, quando foi empurrada por um dos amigos do condutor de aplicativo. Foi o companheiro de Lia chegou e conseguiu afastá-la dos suspeitos, que fugiram do local.

Anastacia Lia seguiu com o esposo para o Plantão Central do Cohatrac para registrar o Boletim de Ocorrência. A empresa 99Pop também já foi acionada pela vítima, com anexo de cópia do registro da ocorrência. A empresa informou que todas as medidas cabíveis serão tomadas para que o condutor do veículo seja responsabilizado pelo caso.

“Prezamos sempre pelo cumprimento dos nossos Termos de Uso, por isso sentimos muito caso algo não tenha saído conforme o esperado. Analisamos a situação e tomamos medidas cabíveis em relação ao cadastro do motorista. Estamos à disposição para esclarecer qualquer questionamento”, informou a empresa à vítima.

A cantora fez um relato do caso em uma de suas redes sociais.

“Foi uma situação muito embaraçosa. Eu me vi sozinha ali de noite, na rua, mas eu sei que eu não ‘tô’ sozinha. E, por mais que seja difícil essa situação, eu vou resistir e não vou deixar passar em branco. Isso não vai ficar impune”, cobrou a artista.

O caso já está sendo acompanhado pela Comissão da Verdade da Escravidão Negra no Brasil, vinculada à Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhão (OAB-MA). Segundo o presidente da CVENBOA, o advogado Erik Moraes, Anastacia foi vítima de injúria racial, constrangimento e coação. O próximo passo será denunciar o caso junto ao Ministério Público e registrar um novo Boletim de Ocorrência, desta vez na Delegacia de Combate aos Crimes Raciais, Agrários e de Intolerância.

*Fonte:Ma10

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