Violência

Família decide que menina de 12 anos estuprada por PM da reserva não vai interromper gravidez

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O Conselho Tutelar de Chapadinha, cidade a 245 quilômetros da capital maranhense, acompanha o caso da criança de 12 anos que está grávida de 4 meses em decorrência de um estupro de vulnerável praticado por um policial militar da reserva. O assunto será destacado na edição do programa Hora D desta terça-feira (13), apresentado pela jornalista Keith Almeida, na TV Difusora a partir do meio dia.

Segundo a coordenadora do Conselho na cidade, Mila Diniz, a família decidiu por dar prosseguimento com a gravidez. O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e a Secretaria Municipal de Saúde acompanham a família, que continua em Chapadinha.

A família já vinha sendo monitorada pelo Conselho Tutelar da região por outros motivos, em anos anteriores, mas nada que indicasse violência sexual. A denúncia sobre o estupro e a gravidez foi feita de forma anônima, ao Conselho, há cerca de 15 dias.

“O Conselho Tutelar, ao receber a denúncia, a averiguou e constatou a veracidade dos fatos e encaminhou à Delegacia, Ministério Publico e CREAS. A adolescente está sendo acompanhada por todos estes órgãos, pelo Conselho Tutelar e pela Secretária de Saúde. Ressalta-se ainda que a adolescente optou por continuar a gravidez e está tendo o devido acompanhamento”, disse a coordenadora.

A menina passou por teste de gravidez e, de acordo com o Conselho Tutelar, já completou quatro meses de gestação. Segundo o órgão somente este ano já foram iniciados, junto ao Ministério Público e Delegacia de Polícia Civil, de 2 a 4 processos que investigam casos semelhantes de gravidez em meninas com idades entre 12 e 13 anos. Denúncias ou solicitações podem ser repassadas ao Conselho Tutelar de Chapadinha, pelo telefone (98) 99151-5119.

O caso também está sendo acompanhado pelo Centro de Perícias Técnicas para a Criança e o Adolescente (CPTCA), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública.

TRANSFERÊNCIA PARA SÃO LUÍS

O policial militar da reserva já foi transferido para São Luís; a informação foi confirmada pela delegacia Regional de Chapadinha. Segundo as investigações, o policial militar era conhecido da família, pois era chefe do padrasto da menina e tinha fácil acesso à casa da família. As investigações também apontam que o suspeito negou todas as acusações.

*Fonte:Ma10

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