Política

Lira considera “fato consumado” o apoio do PSL à sua candidatura

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Candidato do presidente Jair Bolsonaro à presidência da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) considera “fato consumado” que terá o PSL em seu bloco parlamentar. Em pronunciamento no Rio de Janeiro, Lira também alfinetou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que apoia o nome do deputado Baleia Rossi (MDB-SP) para a sua sucessão.

“O apoio do PSL é fato consumado. Há regras regimentais e nós já tínhamos a maioria absoluta dos 53 [parlamentares do partido]. Mas agora já temos maioria na mesa para deliberar sobre isso, o que não foi feito porque as reuniões sempre eram interrompidas pelo presidente [Rodrigo Maia]. Nos encontramos, politicamente, por vontade dos deputados. Essa questão está resolvida. Ontem foi um grande dia com a entrada no bloco do PSL e do PTB”, afirmou.

Ainda em relação a Maia, Lira dirigiu críticas sobre o que considerou uma política “centralizadora”. “Quero deixar claro uma mudança de rumo na Câmara dos Deputados [caso seja eleito]. O presidente vai sempre votar, mas vai sempre escutar o colégio de líderes, ouvir a maioria, as bancadas. Vai acabar a política do ‘eu faço’ e ‘nós vamos fazer'”.

Petistas e bolsonaristas posam ao lado de Lira
Lira esteve pela manhã na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), onde se reuniu com 22 parlamentares da bancada fluminense na Câmara dos Deputados. A reunião fez parte da rodada de encontros que ele vem tendo com lideranças de vários estados.

Deputados estaduais e federais posaram para fotos com o candidato de Bolsonaro para a sucessão de Rodrigo Maia (DEM). Do petista André Ceciliano, que preside a Alerj, ao bolsonarista Luiz Lima (PSL), todos fizeram questão de posar ao lado de Lira e estreitar as relações.

Oficialmente, a agenda do governo fluminense diz que Lira recebeu as demandas de políticos do Rio. Nos bastidores, no entanto, comenta-se que a aproximação entre ele e Castro faz parte da política estabelecida entre o governador em exercício e membros do Palácio do Planalto. Uma negativa para o encontro, portanto, poderia causar desagrado a Bolsonaro.

Flordelis vai ao encontro e evita imprensa
Uma das lideranças que chamaram atenção ao chegar ao encontro foi a deputada federal Flordelis (PSD), acusada pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) de ser a mentora do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. Ela não falou com a imprensa. Usando tornozeleira eletrônica, a parlamentar não foi presa por ter imunidade prisional, já que é deputada.

Nos corredores e no plenário da Alerj, deputados evitaram registros ao lado dela.

Ontem, a Procuradoria de Justiça deu parecer favorável para afastar a deputada do cargo de parlamentar enquanto durar a primeira fase do processo criminal. A decisão agora cabe aos desembargadores da 2ª Câmara Criminal. Flordelis nega as acusações.

*Fonte:Uol

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