Saúde

Índia autoriza exportação de vacinas para covid-19 ao Brasil

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As vacinas desenvolvidas pela farmacêutica britânica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford estão sendo fabricadas no Instituto Serum da Índia, o maior produtor mundial de vacinas, que recebeu pedidos de países de todo o mundo.

O Brasil, que tem o segundo maior número de mortes da covid-19 do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, vinha pedindo à Índia o envio de 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca, que teve o uso emergencial aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no domingo.

As doses prontas serão importadas da Índia pois a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sofreu um atraso na chegada dos insumos a serem enviados da China para iniciar a produção própria da vacina da AstraZeneca.

A previsão inicial da Fiocruz era entregar o primeiro 1 milhão de doses ao Ministério da Saúde até meados de fevereiro, mas a fundação afirmou nesta semana que o prazo foi adiado para o início de março, uma vez que os insumos que estavam previstos para chegar em 9 de janeiro ainda não foram recebidos.

O Ministério da Saúde chegou a anunciar que um avião sairia na semana passada do Brasil para buscar os 2 milhões de doses na Índia, mas o país asiático suspendeu a exportação de doses até iniciar seu próprio programa de imunização no fim de semana passado.

O secretário das Relações Exteriores, Harsh Vardhan Shringla, disse que o fornecimento comercial da vacina começaria na sexta-feira, de acordo com o compromisso do primeiro-ministro Narendra Modi de que a capacidade de produção da Índia seria usada por toda a humanidade para combater a pandemia.

“Seguindo essa visão, respondemos positivamente aos pedidos de fornecimento de vacinas manufaturadas indianas de países de todo o mundo, começando pelos nossos vizinhos”, disse ele, referindo-se ao fornecimento gratuito nesta semana para Butão, Maldivas, Bangladesh e Nepal.

“O fornecimento das quantidades comercialmente contratadas também começará a partir de amanhã, começando por Brasil e Marrocos, seguidos pela África do Sul e Arábia Saudita”, acrescentou

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