Economia e Negócios

Coletivo “Nós” propõe auxílio emergencial para atender fazedores do carnaval

Anúncios

“Até o momento não foi anunciada nenhuma ação da Prefeitura de São Luís para minimizar os impactos da não realização do carnaval em São Luís em 2021”, cobrou o vereador Jonathan Soares (PT), do coletivo Nós. Em discurso presencial na tribuna da Câmara Municipal de São Luís, atribuído ao co-vereador Enir Ribeiro (PT), o vereador do coletivo.
Em Recife (PE) a Câmara aprovou nesta terça-feira, 16, o projeto de lei que cria o Auxílio Municipal Emergencial, beneficiando cantores, cantoras, grupos de dança, agremiações carnavalescas, blocos, e outras manifestações. A expectativa na capital pernambucana é atender até 27 mil pessoas afestadas pela falta do carnaval.

Carnavalesco da escola de samba Favela do Samba, do Sacavém, Jonathan destacou os números da economia alavancados pelo carnaval no país com dados do IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Segundo o vereador, por estar na rota do turismo do país, São Luís tem reflexo da movimentação do setor gerada pelo carnaval. “Estamos falando de trabalhadores e trabalhadores que em maioria necessitam da realização destas festividades para que movimento essa economia para colocar o arroz e o feijão do dia a dia”, destacou.

Jonathan apresentou alguns pontos que poderiam ser atendidos pela Secretaria Municipal de Cultural, Secul, para dar resposta financeira à ausência do carnaval. Apontou, por exemplo, o plano municipal de cultura, que considera a cultura um elemento estratégico da nova economia, como ponto de resolução do problema a partir de suas várias dimensões. “É fundamental garantir condições de dignidade aos agentes da cultura. Se o Estado proíbe o trabalhador de realizar seu ofício, deve se responsabilizar pela sua sobrevivência”, assinalou.

O vereador criticou a medida judicial que suspendeu apresentações culturais no período de 12 a 18 de fevereiro, coincidindo com a festa de carnaval, mas fechou os olhos para eventos religiosos, liberados para utilizar bandas com música ao vivo. “O decreto da Justiça ignorou também supermercados e transporte público”, afirmou Jonathan. Citou ainda o retrocesso que vem passando o setor cultura nos últimos cinco anos. “Com a pandemia a situação se tornou ainda mais agravante. Houve uma apagão cultural”, frisou o vereador.

Jonathan mencionou ainda dados da pesquisa de percepção dos impactos da Covid nos setores culturais e criativos do país.. De acordo com os dados, no setor cultural no Brasil no ano passado, com 48,8%¨dos agentes culturais com perde de 100% da receita entre os meses de maio a julho.

*Fonte:PortaldoMA

%%footer%%

Deixe uma resposta