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NO DIA INTERNACIONAL DA SÍNDROME DE DOWN (21.03) A LUTA POR MAIS ACEITAÇÃO SOCIAL

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No mundo inteiro a luta das pessoas com síndrome de down é por mais respeito e oportunidades de inclusão social. Um cromossomo a mais determina quem nasce ou não com a síndrome, que não é doença mas sim uma condição genética.

A síndrome de Down é causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso ocorre na hora da concepção de uma criança.

Os pais de um bebê com síndrome de Down devem se cercar de informação e serviços especializados para que ajudem a criança a se desenvolver com qualidade mesmo que com limitações. O desenvolvimento psicomotor da criança com Síndrome de Down é um pouco mais lento e por isso ela pode demorar a sentar, engatinhar e andar, mas o tratamento com a fisioterapia psicomotora poderá ajudar.

A APAE de São Luís oferece todo o apoio, orientação e serviços que os pais precisam. Segundo Pauliana Melo Batista, Coordenadora Geral da Escola Eney Santana mantida pela entidade e voltada para a escolarização das pessoas com deficiência, a assistência é completa, com turmas reduzidas e atendimento individualizado:

“Desenvolvemos uma educação fundamentada no respeito à diversidade, considerando a capacidade individual de cada aluno. Aqui o nosso foco não é na limitação, mas nas possibilidade de cada aluno ou aluna. Prestamos uma atenção integral e integrada; desenvolvemos uma proposta educacional com foco na aprendizagem do aluno, mas não só na questão acadêmica e curricular; mas também desenvolvendo questões sócio – afetivas, normas e limites do convívio social, ética e cidadania, habilidades psicológicas, motoras, sociais e cognitivas, além de artísticas. Oferecemos aulas de artes, educação física, escolinhas de esporte além de oficinas de acessibilidade digital com aulas de informática”, resumiu Pauliana.

Outro diferencial da APAE de São Luís para pessoas com síndrome de down é a oferta de serviços de reabilitação, como psicologia, terapia ocupacional e fonoaudiologia.



“É dessa forma integrando a assistência social, a reabilitação e a educação que conseguimos contribuir de forma significativa para o desenvolvimento dos alunos com síndrome de down, da forma mais ampla e favorável possível para que consigam levar uma vida mais integrada socialmente, produtiva e feliz junto às famílias e comunidade” completou a Coordenadora da escola Eney Santana.



Ao longo dos seus 50 anos de existência a APAE de São Luís tem reabilitado, educado e incluído no mercado de trabalho e na comunidade diversas pessoas com deficiência, incluindo síndrome de down. Para os pais, esse apoio é fundamental e quanto antes começar, tanto melhor.



A professora Sônia Maria Sônia Maria Souza Leite teve uma gravidez tranquila e saudável, mas o filho primogênito, hoje já com 27 anos, nasceu com a síndrome de down. Ela ficou triste e inicialmente assustada, mas transformou o susto em luta para desenvolver o filho João Antônio.



“Soubemos da APAE de São Luís e levamos o João Antônio com apenas vinte e dois dias de vida para ser tratado lá. Incialmente passou pelos processo de reabilitação e depois pela escolarização. Até hoje ele frequenta a instituição onde fez vários cursos e leva uma vida feliz, dentro das suas limitações. Mas sabe ler, escrever, usa o computador e pratica futsal na APAE. Todo o desenvolvimento dele nós devemos a todos os médicos, professores e terapeutas que o ajudaram na APAE de São Luís”, revela emocionada a mãe.



E com todo esse apoio da instituição e o apoio da família João Antônio foi longe. Em 2015 fez cursos de panificação numa parceria da APAE de São Luís e SENAI-MA e em 2016 integrou a equipe maranhense no Desafio individual para pessoas com deficiência da Olimpíada do Conhecimento 2016, promovida pelo Programa SENAI de Ações Inclusivas e venceu na categoria panificação. Resultado de sua primeira viagem sem a família junto: Voltou com a medalha de ouro!



Quando a criança é amada e estimulada pela família, e conta com a orientação adequada, tem excelentes chances de se desenvolver. Assim como o João Antônio, há vários exemplos de pessoas com síndrome de down trabalhando, fazendo arte e buscando ocupar com dignidade seu espaço na sociedade. Outro exemplo disso é o paulista Gabriel Bernardes, que já virou celebridade digital no instagram com seu perfil @downlicia_oficial e canal no YouTube / downlicia. Nos perfis, Gabriel ensina a fazer receitas diversas, fáceis e saborosas, sempre com muita alegria e espontaneidade. Ele começou a cozinha com 9 anos e não parou mais. Fez cursos na área e em 2017 seu primeiro vídeo contabilizou mais de 2 mil visualizações. Ele criou a marca de brigadeiros gourmets Downlícia e aos poucos foi se tornando a celebridade digital que é hoje, com milhares de seguidores. Até já foi destaque na Revista Forbes Brasil Under 30, como o primeiro chef de cozinha com síndrome de down. Para ele cozinhar é um ato de amor:



“Cozinhar é servir o outro. Não há nada melhor na vida que servir. Empreender na cozinha me completa”, diz o jovem e simpático chef Gabriel.

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