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Pelo segundo dia consecutivo, os rodoviários de São Luís continuam com a paralisação da frota do transporte público coletivo.

A paralisação das atividades acontece desde a madrugada dessa quinta-feira (21). A categoria afirma que os donos das empresas não cumprem com uma Convenção Coletiva de Trabalho que prevê uma série de direitos aos motoristas, por parte das empresas de transporte.

Os rodoviários reivindicam reajuste nos salários em 13%, jornada de trabalho de seis horas, tíquete-alimentação no valor de R$ 800, manutenção do plano de saúde e a inclusão de um dependente, e concessão do auxílio-creche para trabalhadores com filhos pequenos.

Também nessa quinta, o desembargador federal do Trabalho, Francisco Jose de Carvalho Neto, determinou o retorno imediato de 90% dos coletivos da capital, após a greve deflagrada pelos motoristas de ônibus.

Francisco Jose também determinou o envio de ofícios à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal em decorrência de possível de desobediência, e outros virtuais tipos penais, caso não haja cumprimento da decisão judicial.

O prazo máximo dado pelo desembargador para a volta dos coletivos às ruas foi até as 23h59 dessa quinta. A partir desse horário já seria caracterizada a desobediência. Os grevistas também estão sujeitos a bloqueio judicial no valor de R$ 50 mil, por dia.

O Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA) informou que nesta sexta-feira (22) vai ser realizada uma audiência de mediação entre o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (STTREMA) na sede do MPT, a partir das 10h30, em São Luís.

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