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Desde o início da paralização, já houve três audiências entre o Sindicato do Rodoviários, o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e órgãos públicos para tentar pôr fim à greve, mas todas as negociações falharam.

Pelo quarto dia seguido, a Grande São Luís amanhece sem ônibus do transporte público, por causa da greve dos rodoviários que segue por tempo indeterminado. No último dia 13 de outubro, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (Sttrema) anunciou que a categoria cruzaria os braços a partir de 21 de outubro. O que, de fato, aconteceu e, diferente das últimas greves, dessa vez 100% da frota de ônibus está parada.

Terminal de integração da Praia Grande, no Centro de São Luís, totalmente vazio por causa da paralisação dos rodoviários. / Foto: Adriano Soares/Imirante.com. (Foto: Adriano Soares / Imirante.com)

Os rodoviários exigem dos empresários do transporte coletivo os seguintes benefícios:

– 13% de reajuste salarial;

– jornada de trabalho de seis horas

– tíquete de alimentação no valor de R$ 800;

– manutenção do plano de saúde e a inclusão de um dependente;

– a concessão do auxílio-creche, para trabalhadores com filhos pequenos.

Segundo o sindicato, os rodoviários e empresários já haviam feito duas rodadas negociação, mas em nenhuma delas houve avanço. Por isso, diante da falta de entendimento, os trabalhadores decidiram pela deflagração da greve no sistema de transporte público na Grande São Luís, a partir do dia 21, por tempo indeterminado.

Ônibus retidos na garagem de uma empresa situada na avenida Daniel de La Touche. (Foto: Adriano Soares / Imirante.com)

Um dia antes do início da greve, a Prefeitura de São Luís informou que garantiria, na Justiça, a circulação de 90% da frota de ônibus em São Luís. Uma decisão liminar em favor da Prefeitura foi proferida pela desembargadora federal do Trabalho, Ilka Esdra Silva Araújo. Na decisão da Justiça, ficou determinado – tanto ao Sttrema quanto ao SET que:

– Fosse garantido o percentual mínimo de 90% da frota de ônibus em funcionamento, em todas as linhas e itinerários e em todos os horários, com os respectivos motoristas e cobradores em todos os horários;

– Não houvesse bloqueio das entradas/garagens das empresas prestadoras de serviço de transporte público municipal;

– Não fosse praticada qualquer tipo de greve, tal como “greve branca”, “operação tartaruga”, “greve de zelo”, “greve de ocupação”, “greve ativa”, “greve intermitente”, “greve seletiva” ou qualquer outra que venha a prejudicar a prestação do serviço público.

Em caso de descumprimento das medidas, a Justiça do Trabalho estabeleceu multa diária de R$ 50 mil ao Sttrema e ao SET.

Apesar da determinação judicial, a Grande São Luís amanheceu na quinta (21) sem ônibus nas ruas. Nas primeiras horas da manhã, os usuários do transporte coletivo se encontravam nas paradas, amargando longa espera, já que não há nenhum coletivo circulando. Alguns passageiros desistiram e procuraram alternativas para chegar ao seu destino.

Paradas estão cheias em dia sem circulação de ônibus. Foto: Reprodução/TV Mirante. (Foto: Reprodução/TV Mirante.)

No primeiro dia da paralização, a Prefeitura de São Luís informou que havia disponibilizado fiscais para que a decisão judicial fosse cumprida.

“A Prefeitura está com fiscais desde às 4h da manhã para garantir que o percentual mínimo da frota circule na cidade e que vai buscar as medidas necessárias para que a decisão judicial seja cumprida, uma vez que a população de São Luís não pode ser penalizada”, disse a nota.

Avenida Guajajaras, em São Luís. / Foto: Alessandra Rodrigues/Mirante AM. (Foto: Alessandra Rodrigues/Mirante AM)

A Prefeitura de São Luís também afirmou que “por meio da Procuradoria Geral do Município, tendo em vista o descumprimento da decisão judicial – que garantia o percentual mínimo de 90% da frota de ônibus nas ruas – já havia acionado a Justiça do Trabalho para que os ônibus voltem a circular na capital. Dentre as medidas requeridas pela Prefeitura estava a determinação de que o serviço fosse prestado em sua totalidade, com 100% da frota em todas as linhas e horários, com imediato restabelecimento do serviço”.

No entanto, a greve foi mantida com 100% dos ônibus parados.

Segundo dia de greve dos rodoviários em São Luís. / Foto: Paulo Soares/Grupo Mirante. (Foto: Paulo Soares/Grupo Mirante)

Audiências de mediação e conciliação

Desde o início da paralização, já houve três audiências entre o Sindicato do Rodoviários, o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e órgãos públicos para tentar pôr fim à greve, mas todas as negociações falharam.

A primeira audiência de mediação entre a classe trabalhadora e a patronal ocorreu na manhã de sexta-feira (22), na sede do Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA), em São Luís. O encontro terminou por volta das 14h40, sem que as partes entrassem em um consenso.

“A audiência não alcançou os objetivos que se pretendia, ou seja, depois de mais de três horas reunidos, rodoviários e empresários não chegaram a um acordo e o impasse continua. O sindicato reforça que permanece aberto ao diálogo, para que a situação seja resolvida, os rodoviários tenham os seus direitos garantidos e a população de São Luís, volte a contar com o serviço de transporte público”, disse o Sttrema por meio de nota.

A audiência de mediação entre o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (Sttrema) terminou sem um acordo entre as partes. / Foto: Divulgação/Sindicato dos Rodoviários. (Foto: Divulgação/Sindicato dos Rodoviários.)

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*Fonte:Imirante.com

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