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O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) anunciou nesta sexta-feira, 29, a recusa em relação ao auxílio emergencial de R$ 8.250.000, proposto pela Prefeitura, estendendo a greve dos rodoviários que completa dez dias neste sábado, 30.

A Prefeitura já havia dito que essa era a ‘proposta final’ para que fosse possível quitar os benefícios atrasados e reajustas o salário dos rodoviários. Disse ainda que esperava um entendimento entre empresários e rodoviários para que enfim os ônibus do sistema urbano voltem a circular.

No entanto, para o SET, a proposta apresentada é ‘incapaz de atender ao pedido de reajuste dos salários dos rodoviários’ e configura medida arbitrária, sem previsão no contrato. Em nota, o sindicato disse ainda que lamenta os transtornos causados à população e apela aos rodoviários o retorno as atividades.

Em resposta, a Prefeitura disse que a proposta do auxílio emergencial foi discutida junto com o SET, por meio de reuniões, e que espera que os ônibus retornem às ruas, ‘uma vez que a população não pode permanecer sem o serviço, que é essencial’.

Antes, a Prefeitura já havia informado que o auxílio emergencial viria por um ‘Cartão Cidadão’ que iria garantir gratuidade de passagens para trabalhadores que perderam o emprego na pandemia e, com isso, fomentar o sistema de transporte público.

Reivindicações

A categoria reivindica um reajuste salarial de 13%, uma jornada de trabalho de seis horas, tíquete de alimentação no valor de R$ 800, manutenção do plano de saúde e a inclusão de um dependente e a concessão do auxílio-creche, para trabalhadores com filhos pequenos.

A greve também afeta o sistema Semiurbano, que atende aos outros municípios da Ilha de São Luís, e é coordenado pelo governo do Estado. No entanto, ainda não houve uma proposta para a solução da greve nesse setor do transporte.

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