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Comum em receitas milenares, o trigo está presente em uma série de alimentos e tem um dia para chamar de seu, 10 de novembro é o Dia do Trigo. Durante o isolamento social diversas pessoas se aventuraram na cozinha, e produções de pães e tortas se tornaram um passatempo em muitos lares. Esse fato é comprovado pelos dados da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados (ABIMAPI), que apontam que o aumento no consumo alavancou em 15% a demanda por trigo no Brasil durante a pandemia.



Apontado como um dos vilões das dietas nutricionais, o trigo tem seus benefícios e deve estar presente na alimentação diária, é o que informa a professora de Nutrição da Faculdade Pitágoras, Rayana Silva de Almeida. “O trigo é um cereal rico em carboidrato. Os alimentos a base de trigo são nossas principais fontes de energia, atuando na prevenção de diversas doenças e fornecendo vitaminas e minerais essenciais para o bom funcionamento do organismo”, pontua.



No entanto, a nutricionista alerta para a quantidade ideal de consumo. “O grão e os seus derivados devem ser consumidos diariamente de 5 a 9 porções por dia, pois esses alimentos são fundamentais para a fabricação de serotonina, neurotransmissor que garante a sensação de bem-estar, reduz ansiedade e regula o humor”.



A profissional esclarece que existem diferenças entre o gérmen, a fibra e a farinha de trigo, que são elementos que vêm de partes diferentes do grão de trigo. “O gérmen é também conhecido como o embrião do grão, é uma excelente fonte de vitamina E, nutrientes antioxidantes que auxiliam no combate dos radicais livres. A farinha de trigo é um pó desidratado proveniente do processo de moagem do trigo, rico em amido, que contribui para a digestão e manutenção da boa forma. A fibra de trigo, também conhecida como farelo de trigo, é a camada externa do grão”, detalha.



Atualmente existe uma tendência de retirar o alimento da dieta sem que exista o acompanhamento de um profissional. “Não é recomendado a exclusão dos alimentos fontes, pois eles são base da dieta fornecendo energia para o organismo. A retirada deve ser somente em casos de restrição e deve ser sob acompanhamento do profissional nutricionista”, orienta.

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