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A bibliotecária e professora da UFMA, Mary Ferreira, lança nesta quinta-feira, 11, o livro “Bibliotecas, Livro e Leitura no Maranhão”, editado pela EDUFMA, com apoio da Fapema por meio do Edital Sérgio Ferreti Livro.
A publicação reflete as análises de uma ampla pesquisa realizada em 13 municípios maranhenses, abordando a problemática das bibliotecas, livros, leitura e livrarias no Maranhão.
A pesquisa que atingiu os municípios de: São Luís, Pinheiro, Arari, Chapadinha, Araioses, Caxias, Codó, Coroatá, Timbiras, São José de Ribamar, Santa Inês, Imperatriz e Balsas. Revela um quadro bastante preocupante em relação à situação das bibliotecas municipais e falta de bibliotecas na maior parte das escolas da rede pública de ensino. Em alguns casos, não ultrapassam o limite de amontoado de livros dispersos em espaços insalubres.
“As bibliotecas são consideradas historicamente espaços de memória, leitura e informação, que ao longo da história social cumprem um importante papel em preservar e socializar o saber construído pela humanidade”, explica a professora Mary Ferreira.
A pesquisa revelou ainda a omissão do Estado na promoção da política pública de leitura, embora haja avanços em outros empreendimentos importantes para sanar a falta de espaços de leitura e informação no Maranhão. As Escolas Dignas são exemplo desse avanço.
Como mediador da informação e do conhecimento, o bibliotecário é um profissional imprescindível na política de estimulo à leitura. Há, em muitas situações, a ausência do profissional da informação, cujo trabalho de sistematizar e socializar o saber funciona como um farol nos espaços em que atua.
O livro reflete ainda sobre a ausência de livrarias na maioria dos municípios maranhenses. O fato dificulta mais ainda o acesso à informação e ao conhecimento, contribui para tornar ainda mais grave o obscurantismo que se vive no Brasil no atual contexto.
“A nossa expectativa com este livro é instigar autoridades e sociedade civil, alertando professores e famílias, jovens e idosos para repensar as instituições de leitura e informação no Maranhão nestes tempos de negação da história e do apagamento de memórias”, assinala Mary Ferreira.

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