O deputado Yglésio Moyses (PROS), durante sessão plenária na Assembleia Legislativa desta terça-feira (30), classificou como pertinentes as decisões de prefeituras de municípios maranhenses, a exemplo de São Luís e Pinheiro, sobre o cancelamento das festas de réveillon.

Durante sua fala, Yglésio destacou que, apesar do avanço, ainda existe um cenário de avanço da doença no mundo e que países enfrentam as dificuldades da pandemia em função da lentidão da vacinação. 

“Na Alemanha, a situação é gravíssima e isso se deve à lentidão na vacinação. Na África, tem países com apenas 8% de vacinação, mas que têm doses em estoque, não sendo necessariamente um problema de acesso, mas cultural também”, afirmou. 

Em relação à realização do carnaval, o parlamentar também se posicionou favorável à não realização das festividades, por conta do elevado risco de contágio nas aglomerações e fluxos de pessoas. Disse também que o cancelamento deve ser regra em todos os municípios. 

Cancelamentos no Estado 

Nos últimos dias, os prefeitos da capital e do município de Pinheiro, Eduardo Braide (Podemos) e Luciano Genésio (Progressistas), respectivamente, anunciaram o cancelamento do réveillon, o que deve ser uma tendência entre os demais municípios maranhenses. Até o momento, nada está definido em relação ao futuro do carnaval das duas cidades. 

O posicionamento dos líderes municipais é reflexo do atual cenário da pandemia. Uma nova variante foi descoberta na África do Sul, a ômicron, cuja periculosidade ainda é desconhecida, já se espalhou e está presente em países de todos os continentes. 

Outros estados

Além de São Luís, outras dez capitais confirmaram a não realização do réveillon, motivados pelos riscos da nova variante do vírus causador da covid-19.

Apesar de importantes, especialistas afirmam que as vacinas disponíveis podem não ser eficazes o suficiente na imunização contra essa nova cepa, que possui 50 mutações, sendo muito diferente da versão inicial do Sars-Cov-2, utilizado para o desenvolvimento de todos os imunizantes disponíveis. Métodos não fármacos, cujo uso havia sido flexibilizado, estão voltando a ser obrigatórios em diversas cidades do país, a exemplo de Imperatriz, no sul do Estado.