É com essa pergunta que começo minha jornada para descrever a infinidade de ideias, conceitos e ações que permeiam a minha experiência profissional (assim como pessoal) nesse universo de finanças, tecnologia e a busca pela igualdade de gênero.

Os dados estão aí, disponíveis para todos e ilustrando a situação do mundo econômico-financeiro em relação à mulher: somos minoria no mercado financeiro e tecnológico, ganhamos menos em relação a homens que ocupam os mesmos cargos que nós, estudamos mais (mantemos o maior número de matrículas no ensino superior e períodos mais longos no mundo acadêmico) e já somos a maioria como provedoras familiares. Então, por que, em pleno 2021, ainda precisamos responder qual a importância da mulher em qualquer cenário profissional?

Olhando um pouco para trás, podemos tentar levantar algumas respostas para essas questões:

Na Constituição de 1824: primeiras escolas destinadas à educação da mulher, que ensinavam trabalhos manuais, domésticos, cânticos e ensino brasileiro de instrução primária;
O Código Civil de 1916: dá ao homem o exercício do pátrio poder permitindo tal exercício a mulher apenas na falta ou impedimento do marido. Dá ao pai a administração dos bens do filho e à mãe, somente na falta do cônjuge varão. Ainda estabelecido por lei que a mulher não pode, sem o consentimento do marido: alienar, ou gravar de ônus real, os imóveis do seu domínio particular, qualquer que seja o regime dos bens; aceitar ou repudiar herança ou legado; litigar em juízo civil ou comercial, a não ser em casos específicos; exercer profissão;
Apenas a partir da Constituição de 1967, temos o começo do estabelecimento da igualdade jurídica entre homens e mulheres;
Por fim, a Magna Carta de 1988 igualou, definitivamente, homens e mulheres em direitos e obrigações.