O Planalto tenta publicar o ato o quanto antes, mas a pasta de Paulo Guedes está demorando a liberar o texto, segundo relatos

Em semana decisiva para o Palácio do Planalto no Congresso, aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) reclamam que houve uma paralisação na liberação de emendas parlamentares por causa de um decreto publicado em maio.

Alertado da insatisfação entre governistas, o Planalto corre para conseguir destravar o uso de mais de R$ 6 bilhões em emendas de relator (que têm sido usadas em negociações políticas) -esse é o valor que ainda falta ser liberado até o fim deste ano.

A solução deve ser por meio de uma portaria do Ministério da Economia. O Planalto tenta publicar o ato o quanto antes, mas a pasta de Paulo Guedes está demorando a liberar o texto, segundo relatos. Procurada, a pasta não comentou até a publicação desta reportagem.

Emenda parlamentar é a forma que deputados e senadores conseguem destinar dinheiro do Orçamento para obras e projetos nas bases políticas. A engenharia montada para distribuição desses recursos historicamente privilegia aliados de quem está no governo.

Na gestão Bolsonaro, esses tipos de acordos ganharam mais corpo a partir de 2020 com a criação da emenda de relator. Isso deu mais espaço ao Congresso dentro do Orçamento. Em troca, o presidente ganhou uma base governista mais fiel e evitou a abertura de um processo de impeachment.

O governo agora tenta organizar a base aliada no Congresso para conseguir concluir a votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) dos precatórios, que viabiliza o aumento de gastos, como o Auxílio Brasil de R$ 400, em ano eleitoral.

Além disso, o Planalto quer aproveitar a disposição em acelerar votações do Congresso para aprovar o Orçamento de 2022 e projetos de interesse do ministro Paulo Guedes.

No entanto a informação de que há um entrave para a liberação de emendas de relator (prometidas em negociações prévias com congressistas) gerou críticas nos bastidores de líderes alinhados ao governo.

*Fonte:NotíciasAoMinuto