Chegou a vez de alunas, entre jovens e adolescentes com deficiência intelectual e/ou múltipla em idade menstrual, assistidas pela Escola Eney Santana mantida pela APAE de São Luís, receberem kits de absorventes higiênicos arrecadados pelo Projeto Cuidar+ da prefeitura de São Luís. A entrega será feita pela primeira-dama Graziela Braide nesta sexta-feira (17), a partir das 8h no auditório da instituição.

A ação que é referente à campanha de combate à pobreza menstrual, contemplará 90 alunas acompanhadas e assistidas pela APAE de São Luís.



O projeto idealizado e coordenado pela primeira-dama de São Luís, visa a realização de ações de âmbito social e educativo voltadas para a promoção do bem-estar e assistência à população em situação de vulnerabilidade social.



Pobreza menstrual



O termo é usado para caracterizar a falta de acesso a produtos de higiene específicos como absorventes, coletores menstruais e tampões, sendo considerado um problema de saúde pública que afeta mulheres, meninas e todas as pessoas com útero, de todas as idades, em todo o país.



Sem acesso aos produtos, muitas destas pessoas usam jornais, pedaços de pano ou folhas de árvores de forma improvisada para conter a menstruação. Com a pandemia de Covid-19, e com os impactos econômicos causados na vida da população, o acesso ao produto foi reduzido e a população, exposta a condições precárias de higiene com a falta de acesso a itens básicos, falta de informação e apoio.

Sem dinheiro, as adolescentes, jovens e adultos são os alvos mais vulneráveis à precariedade menstrual e a falta de absorvente, afeta diretamente o desempenho escolar dessas estudantes. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2013, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelaram que meninas entre 10 e 19 anos, deixaram de fazer alguma atividade (estudar, realizar afazeres domésticos ou até mesmo trabalhar), pela falta do item de higiene pessoal.