É cada vez mais comum ver jovens rodeados por tecnologias e dispositivos que tornam a vida mais fácil, divertida e dinâmica. Porém, o envolvimento excessivo com esses tipos de ferramentas, que poderiam ter um uso benéfico quando utilizados de forma moderada, pode trazer riscos à saúde mental e física.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou o vício em games
como doença, a partir da 11ª revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-11) de 2018, nomeando oficialmente o transtorno como Dependência de Videogames (DV).

Se você acorda já pensando em jogar ou sua primeira ação do dia é checar de forma ansiosa o seu celular, podem ser indícios preocupantes de uma possível dependência desses dispositivos, que tendem a acarretar problemas pessoais, no aprendizado e até no ambiente familiar.

E como fazer para gerenciar bem esse tempo e saber até onde vai o limite? A psicóloga do Sistema Hapvida, Débora dos Santos, ajuda explicando detalhes que valem a atenção.

Débora aponta que o tempo diário das crianças nesses dispositivos deve ser usado com bom senso e alternado entre outras atividades. “É necessária a distribuição das ações diárias, com o adulto ofertando novas opções de brincadeiras e entretenimentos, que envolvam o desenvolvimento das funções executivas e integração psicomotora, diminuindo o tempo sentado, deitado ou em telas”.

“Há a necessidade da elaboração de uma nova rotina para o jovem. Algumas estratégias podem ser pensadas para que ele consiga sentir prazer em outras atividades sociais, como o exercício físico e aeróbico. E não podemos esquecer da implantação do tempo de qualidade na família, com mais interação e diálogo dos pais com seus filhos”, completa Débora, sobre alguns cuidados e mudanças que podem gradativamente diminuir esse vício em telas.

A psicóloga do Sistema Hapvida, ainda comenta que esses recursos tecnológicos dinamizam objetivos diários e usados de forma benéfica, contribuem na produção de hormônios que geram a sensação de felicidade, como a dopamina, o conhecido “hormônio do prazer e satisfação”, mas o grande problema está no abuso do uso desses dispositivos e falta de controle por parte do jovem, na priorização dos eletrônicos na rotina, sobrepondo demais interesses e atividades do dia-a-dia e a persistência no vício, mesmo sabendo que a vida social pode ser prejudicada, além do desenvolvimento do sistema motor, sensorial e psicológico para as crianças em fase de maturação.