Uma nova reunião entre empresários e rodoviários, nesta sexta-feira (18), terminou sem acordo entre as partes e a greve continua em São Luís. A audiência desta vez aconteceu na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MA).

Na audiência, os empresários não apresentaram nova proposta para os trabalhadores do sistema urbano (que atuam apenas em São Luís), somente uma proposta de reajuste salarial de 3% para os rodoviários do sistema semiurbano (região metropolitana), o que foi rejeitado pela categoria.

Por outro lado, a Prefeitura de São Luís e a Agência de Mobilidade Urbana, do Governo do Estado, também não apresentaram propostas de subsídio ou alternativas para atender os desejos dos rodoviários.

Com o fim da audiência sem acordos, se encerrou a fase de conciliação. Agora, o desembargador Carvalho Neto deve estabelecer o prazo de 10 dias para que as partes contestem a ação. Caso ainda não haja solução, a Justiça pode determinar um percentual de reajuste que as empresas teriam que cumprir.

O impasse em relação ao conflito entre rodoviários e empresários já dura mais de um mês. Durante o período, a Prefeitura de São Luís anunciou o reajuste de R$ 0,20 no valor das tarifas de ônibus e disse que iria manter uma parte do auxílio emergencial aos empresários da categoria, realizando o repasse de R$ 1,5 milhão.

Ainda assim, o sindicato dos rodoviários diz que os empresários não aceitam as condições e querem que a Prefeitura de São Luís mantenha o valor integral do auxílio emergencial, o que foi negado pelo Município.

O auxílio emergencial ao setor de transporte público se refere a R$ 2,5 milhões (auxílio direto) e R$ 1,5 milhão, por meio do programa ‘Cartão Cidadão’, dados pela Prefeitura de São Luís ao setor de transporte.

Como resultado do impasse, a greve se manteve de forma integral até o dia 24 de fevereiro, quando a Justiça do Maranhão determinou que ao menos 60% da frota de ônibus na grande São Luís precisa rodar durante a greve dos rodoviários. A multa diária por descumprimento da decisão foi mantida em 50 mil.

Justificando a paralisação, os rodoviários pedem um reajuste de 12% nos salários, jornada de trabalho de seis horas, tíquete de alimentação no valor de R$ 800, manutenção do plano de saúde e a inclusão de um dependente e a concessão do auxílio-creche, para trabalhadores com filhos pequenos.