A Câmara Municipal de São Luís aprovou na manhã desta quarta-feira (04), o Projeto de Lei nº 0118/2022, que dispõe sobre reajuste de 8% nos vencimentos e salários para servidores da administração pública direta e indireta, empregados públicos, ativos e inativos, da prefeitura da capital e dá outras providências.

A proposta, acompanhada da Mensagem nº 11/2022, tramitou em caráter de urgência, a pedido do vereador Domingos Paz (Podemos), sendo aprovada contra os votos dos vereadores Marcial Lima (Podemos) e do Coletivo Nós (PT). Já os vereadores Ribeiro Neto (Patriotas) e Aldir Júnior (PL) se abstiveram da votação, alegando que não tiveram conhecimento do inteiro da norma.

Na mensagem governamental que foi anexada ao projeto, o prefeito esclarece que a proposta respeita a realidade orçamentária e financeira municipal e o cumprimento dos índices de responsabilidade fiscal, com vistas a garantir a capacidade de investimentos do Município.

“O incluso projeto de lei é resultado do esforço da gestão municipal para concretização da valorização dos servidores. A proposta ora encaminhada respeita a realidade orçamentária e financeira municipal e o cumprimento dos índices de responsabilidade fiscal, com vistas a garantir a capacidade de investimentos do Município”, frisou o documento.

Opinião dos vereadores

Durante a deliberação, o vereador Raimundo Penha (PDT), líder do governo na Casa, destacou que a proposta é louvável, pois os servidores já estavam há cinco anos sem reajustes. Ele afirmou ainda que o benefício se estende também aos serviços prestados contemplados.

“Toda votação de reajuste salarial teremos um embate grande. Eu sou servidor municipal e entendo que são anos e anos de desvalorização, mas se nós não dermos um passo, não sairemos do mesmo lugar. Hoje é um dia histórico, pois pela primeira vez, os SPs – uma categoria sofrida – estão sendo contemplados com o reajuste”, informou o parlamentar.

Para o vereador Marcelo Poeta (PCdoB), a forma como o projeto tramitou foi injusta. Segundo ele, existem projetos de autoria parlamentar, que passam mais de três anos tramitando nas comissões, mas quando se trata de Mensagens do Executivo, as normas são aprovadas com urgência e dispensa de interstício.

“Não é correto e acho essa estratégia injusta. O quórum para essa votação vai cair, para o bem dos servidores”, alegou o vereador, após se retirar do Plenário Simão Estácio da Silveira.

Apesar dos protestos dos parlamentares oposicionistas e independentes, o dispositivo acabou sendo aprovado pela maioria dos presentes. Após a aprovação em plenário, o projeto será sancionado pelo prefeito Eduardo Braide (sem partido) e publicado no Diário Oficial, para que o reajuste entre em vigor a partir deste mês de maio.